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| O fim da Academia de Futebol |
A maioria dos jogadores da Academia deixou o time em 1975 e 76, mas Ademir ainda pretendia ficar por uns quatro anos. Corria o ano de 1977, o time disputava o Paulista e tudo parecia normal. Mas aquele esquadrão já não era o mesmo e nem Ademir. Durante as partidas o jogador vinha sentindo problemas na garganta e já não conseguia correr os 90 minutos, faltava ar. Depois de procurar o médico do Palmeiras, este aconselhou-o a procurar um especialista. O jogador passou por uma operação que não resolveu seu problema. Sua última partida oficial foi contra o Corinthians, pelo Paulista, em setembro de 77. No segundo tempo, ele teve que ser substituído por Picolé. No final, o Corinthians venceu por 2 a 0.
Ademir ficou afastado do futebol por seis anos, até ser convidado pelo diretor do departamento amador do Palmeiras para ser treinador do infantil. Desde então, para manter seu padrão de vida, o jogador passou por vários empregos até em áreas distantes do futebol. Seu jogo de despedida só ocorreu em 1984, em um jogo entre os amigos do Palmeiras e um selecionado paulista que tinha Rivelino. O jogo foi disputado no Canindé com derrota para Ademir por 2 a 1. Ele só jogou 36 minutos, mas ganhou Cr$ 500 mil do Sindicato dos Atletas Profissionais, Cr$ 12.430.500,00 dos torcedores-pagantes e Cr$ 10 milhões do Rei Pelé. Dois anos mais tarde, era erguida no Palestra uma estátua com seu busto. Modesto, ele diz: "Acho que mereci. O Palmeiras teve muitos bons jogadores. Acho que eu fui um deles."
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